domingo, 6 de março de 2011

propaganda



Fonte: http://www.ideafixa.com/

E quem me vê apanhando da vida, Duvida que eu vá revidar...




Quem me vê sempre parado,
Distante garante que eu não sei sambar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tô só vendo, sabendo,
Sentindo, escutando e não posso falar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo as pernas de louça
Da moça que passa e não posso pegar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Há quanto tempo desejo seu beijo
Molhado de maracujá...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me ofende, humilhando, pisando,
Pensando que eu vou aturar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me vê apanhando da vida,
Duvida que eu vá revidar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo a barra do dia surgindo,
Pedindo pra gente cantar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tenho tanta alegria, adiada,
Abafada, quem dera gritar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...

J CARLOS... Pierrô, Arlequim e Colombina


Então é Carnaval  !

sábado, 5 de março de 2011

Manoel Barros

"Chamaram-me de imbecil, não aguentei e chorei, sou muito fraco para elogios." 





 Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína.

Embora eu saiba que ruínas é uma desconstrução.

Minha idéia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para

abrigar o abandono

, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma

criança presa num cubículo

O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR.

A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela.

Queria construir uma ruína para salvar a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas; como um lírio pode nascer de um monturo.” E o monge se calou descabelado.



(Manoel de Barros)

terça-feira, 1 de março de 2011

Desconstrução = Jacques Derrida


"Há na idéia do perdão algo de transumano. O impossível opera na idéia de um perdão incondicional, uma vez que este perdão que perdoa o impoerdoável é um perdão impossível. Ele faz o impossível, faz fazer e proporciona o impossível, perdoa (este) que não é perdoável."